segunda-feira, 27 de agosto de 2012

27 de Agosto: Dia do Psicólogo

 

Publicado em 27 de agosto de 2012 por Cristiano Pilako

Hoje a legitimidade da profissão de psicólogo está completando 50 anos de atuação no Brasil, uma inserção construída perante muito trabalho para contribuição de uma sociedade mais madura e saudável. Regulamentada em agosto de 1962, o cinquentenário da psicologia registra o fortalecimento da profissão no contexto social, se olharmos alguns anos atrás a psicologia era praticada entre a minoria, ou seja, as classes elitizantes, hoje com o fortalecimento enquanto ciência e prática a psicologia é uma profissão de diferentes fazeres.  O psicólogo atua na empresa, judiciário, hospital, esporte, escola e clínica. Profissão desafiadora, pois estamos constantemente em busca de novos questionamentos, transformando pessoas, com isto, a sociedade.

Cleiton Nascimento

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho dia de sensibilizar a sociedade

Hoje é o  dia 25 de julho dia da Mulher Latino Afro Caribenha, hoje também é dia de sensibilizar a sociedade brasileira para que apoie iniciativas capazes de gerar novos caminhos e mudanças significativas  na vida das mulheres negras.  Dia de atitude.

Acadêmica em Psicologia

Carmen Lucia Silva de Oliveira

quinta-feira, 17 de maio de 2012

CICLO DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES

 

Tema: Juventude e Participação

Professora convidada: Doutora GISLEI DOMINGAS ROMANZINI LAZZAROTTO (Psicologia / UFRGS)

Dia 25/05 - Sexta-feira, às 14h.

Local: MINIAUDITÓRIO (IFCH), Campus do Vale – UFRGS, Porto Alegre

PROMOÇÃO: PET Conexões Ciências Humanas                   PARCERIA: PPG em Sociologia / UFRGS

      Tutora: Profa. Marilis Lemos de Almeida     

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"A psiquiatria tem que ser abolida, assim como a escravidão". Entrevista especial com Thomas Szasz

Segunda, 07 de maio de 2012

"A psiquiatria tem que ser abolida, assim como a escravidão". Entrevista especial com Thomas Szasz

Psiquiatria e Estado precisam ser separados. Além disso, o sujeito deve decidir, ou não, se deve tomar medicamentos psiquiátricos, afirma o professor emérito Universidade do Estado de Nova Iorque.
A “loucura” não é silenciada pela “razão”, rebate Thomas Szasz. “Ela é silenciada por pessoas chamadas de ‘psiquiatras’”. Para o professor emérito da Universidade do Estado de Nova Iorque em Siracusa, “a psiquiatria, intrinsecamente ligada à lei e à execução da lei, não pode ser reformada. Como a escravidão, ela precisa ser abolida”. As declarações foram dadas por Szasz à IHU On-Line na entrevista que concedeu por e-mail. Crítico ferrenho da psiquiatria desde os anos 1950, ele discorda peremptoriamente da legitimidade intelectual-médica dessa área da medicina, assim como da Associação Psiquiátrica Americana e do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês). “Qual é a validade do DSM? É zero, digo eu”. Em seu ponto de vista, a psiquiatria cumpre a função excludente antes ocupada pela religião, e o “controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como mentalmente doentes é análogo ao controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como escravas”. Ele tece duras críticas à luta antimanicomial: “Em vez de enfocar a abolição da ‘escravidão psiquiátrica’, os indivíduos identificados com a ‘luta antimanicomial’ enfocaram – equivocadamente, penso eu – a natureza da doença justificando ostensivamente o uso de força psiquiátrica”.

Defensor da separação entre psiquiatria e Estado, Szasz é conhecido mundialmente por ser adversário da psiquiatria coercitiva. Escreveu livros como O mito da doença mental (Rio De Janeiro: Zahar, 1979), originalmente publicado em 1960, eA fabricação da loucura: um estudo comparativo da Inquisição e do Movimento de Saúde Mental (Rio de Janeiro: Zahar, 1976), cuja primeira edição veio a público em 1970. Nasceu em Budapeste em 1920 e continua em franca atividade intelectual. Para conhecer seus textos e ideias, acessewww.szasz.com.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Desde que escreveu O mito da doença mental, há 51 anos, houve alguma mudança na forma como a psiquiatria trata o “doente mental”? O que permanece o mesmo?

Thomas Szasz – Houve muitas mudanças. A principal mudança é que agora os psiquiatras sustentam, e a maioria das pessoas acredita, que as chamadas doenças mentais são causadas por “desequilíbrios químicos” no cérebro, ou são manifestações deles e que esses desequilíbrios fictícios são tratados com medicamentos.
IHU On-Line – Em que medida o estigma da doença mental continua sendo um rótulo importante para compreendermos a sociedade segregatória e excludente em que vivemos?

Thomas Szasz – Todas as sociedades (grupos) são, por definição, “excludentes” pelo fato de incluírem algumas pessoas e excluírem outras. Anteriormente, as religiões cumpriam essa função social. Hoje em dia, a medicina-psiquiatria a cumpre.
IHU On-Line – Quais são os principais avanços que percebe a partir da luta antimanicomial pelo mundo?

Thomas Szasz – Em minha opinião, a questão principal – ou talvez até a única – referente à luta antimanicomial é o poder de exercer coerção, isto é, a legitimação do uso de força contra pessoas chamadas “loucas”, isto é, “diagnosticadas” como “mentalmente doentes”. Considero o controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como mentalmente doentes análogo ao controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como escravas. Em vez de enfocar a abolição da “escravidão psiquiátrica”, os indivíduos identificados com a “luta antimanicomial” enfocaram – equivocadamente, penso eu – a natureza da doença justificando ostensivamente o uso de força psiquiátrica. Creio que o controle psiquiátrico à força de indivíduos inocentes é sempre moralmente errado.

IHU On-Line – No Brasil, há uma grande influência de Franco Basaglia na reforma psiquiátrica. Hoje, a desinstitucionalização da loucura tem no agente comunitário e nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPs elementos importantes de uma nova prática da saúde mental. Qual é a situação nos EUA no que diz respeito à luta antimanicomial?

Thomas Szasz – A situação é semelhante. Basaglia adorava a associação entre a política (o Estado) e a psiquiatria (coerção médica). Ele queria ser – e a certa altura foi – uma espécie de comissário psiquiátrico – do tipo benevolente, bondoso, é claro. Discordo radicalmente das concepções e políticas dele. Creio que a psiquiatria, intrinsecamente ligada à lei e à execução da lei, não pode ser reformada. Como a escravidão, ela precisa ser abolida, e não reformada.
IHU On-Line – Os doentes mentais continuam sendo os grandes bodes expiatórios da sociedade? Que outros párias estão ao seu lado em nossos dias?

Thomas Szasz – Sim e não. Eles geralmente são vistos como “doentes” e necessitados de “cuidados médicos”, quer gostem, quer não.
IHU On-Line – “Se você fala com Deus, você está rezando. Se Deus falar com você, você é esquizofrênico”. Em que medida essa ideia continua atual num mundo que insiste em diagnosticar e medicalizar o sujeito em suas mínimas “dissidências”?

Thomas Szasz – A confusão dos sentidos literal e metafórico das palavras – especialmente de termos como “doença”, “tratamento”, “cura”, etc. (e deus, diabo, inferno...) – é essencialmente a mesma que havia nas décadas de 1950 e 1960.
IHU On-Line – Em que sentido a doença mental continua sendo uma metáfora?

Thomas Szasz – Oficialmente – do ponto de vista jurídico, médico – ela é literal. Eu sustento que é metafórica. Os chamados antipsiquiatras – Laing, Foucault, Basaglia – a tratam como literal e “tratavam” o “paciente” com drogas, por exemplo, com LSD. Isso é ilustrado pelo apoio que deram à hospitalização involuntária em instituições de saúde mental bem como pela defesa do réu mediante alegação de insanidade, práticas às quais me oponho.
IHU On-Line – O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais aumenta com frequência a catalogação de doenças apontadas como mentais. Qual é a sua validade?

Thomas Szasz – Qual é a validade do DSM? É zero, digo eu. Qual é a legitimidade intelectual-médica da psiquiatria – da Associação Psiquiátrica Americana e de outras? É zero, digo eu.
IHU On-Line -“Em que sentido a psiquiatria é um braço coercitivo do aparato de Estado?”

Thomas Szasz – Num sentido literal, obviamente. Milhões de pessoas são, e foram, presas em prédios dos quais não podem sair. “Por que os tratamentos médicos dessa especialidade são, em última instância, controle político?” Eles não o são sempre. Milhões de pessoas acreditam que têm doenças mentais e ingerem medicamentos psiquiátricos voluntariamente. Elas são, e deveriam ser, livres para fazer isso. Vejo esse fenômeno como semelhante à crença de milhões de pessoas de que houve um judeu que viveu na Palestina da época bíblica e que foi crucificado e se tornou deus. As pessoas são, e deveriam ser, livres para “ingerir” os sacramentos. Chamamos isso de “liberdade religiosa”. Eu defendo a “liberdade psiquiátrica”. Só me oponho à tirania psiquiátrica, assim como só me oponho à tirania religiosa. É por isso que tenho defendido a separação entre a psiquiatria e o Estado.
IHU On-Line – Nietzsche e Foucault compreendiam a loucura como experiência originária, silenciada pela razão e seu “monólogo”. Qual é o seu ponto de vista?

Thomas Szasz – Eu rejeito esse tipo de retórica. A “loucura” não é silenciada pela “razão”. Ela é silenciada por pessoas chamadas de “psiquiatras”.

IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algum outro aspecto não questionado?

Thomas Szasz – Sinto-me contente e satisfeito por ter tido a oportunidade de expressar profissional e politicamente opiniões não convencionais e ter atraído certo grau de interesse e concordância com elas. Atribuo isso em grande parte à relativa abertura e tolerância da sociedade americana apoiada por uma tradição jurídica anglo-americana que valoriza a liberdade pessoal e a responsabilidade individual.

Por Márcia Junges

quarta-feira, 2 de maio de 2012

RODA DE CONVERSA: O BATUQUE DO SUL PROMOVENDO A VIDA NO ILÊ DE MÃE CARMEN DE OXALÁ

A Rede Estadual de Núcleos de Ilês Afro Aids

Convida
Roda de Conversa:  Batuque do Sul Promovendo a Vida no Ilê de Mãe Carmen de Oxalá
Dando continuidade a integração do saber natural das Comunidades Tradicionais de Terreiro com os conhecimentos técnicos  através de uma Roda de Conversa, no território laço e campainha4da vivência cultural com o sagrado,  levando  os gestores da Secção DST/Aids, Saúde da População Negra, Saúde Mental, num esforço em conjunto de  integrar os saberes para promover saúde, por meio da valorização e do fortalecimento do controle social de políticas públicas de saúde pelos seus membros. Este é o principal objetivo da Roda de Conversa Promovendo saúde nos Ilês, iniciativa pioneira,  apresentada a Secretaria Estadual de Saúde -RS, proposto elaborada pela ASSOBECATY – Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá  para ser  executada  coletivamente pela  a  Rede Estadual  de Núcleos de Ilês Afro Aids /RS .
• 03 maio : Roda de Conversa  Prevenção no Batuque do Mãe Carmen de Oxalá
ASSOBECATY- Associação Beneficente  Cultural Africana Templo de Yemanjá
Ás 19:30
Terreira de Mãe Carmen de Oxalá
Rua Wenceslau Fontoura nº 226
Santa Rita
Guaíba- RS

terça-feira, 3 de abril de 2012

VISITA DO CONSELHO DA ASSISTENCIA SOCIAL NA ASSOBECATY PODE RESULTAR EM CONVENIO

No dia (29) quarta – feira, Assobecaty- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, situada no município de Guaíba deu um passo importante, recebeu a visita do Conselho de Assistência Social, que  foram averiguar  uma série de critérios, que poderam definir a possibilidade repasse de recurso. Na ocasião foi apresentado além da estrutura fisica, também foi demonstrado os trabalhos sociais desenvolvido pela entidade com grupos excluídos, crianças e adolescentes em situação de risco, prevenção HIV AIds,mulheres negras em situação de violência, entre outros. Ao firmar a parceria a entidade poderá receber apoio que garantirão sustentação as iniciativas e tornar o atendimento social eficiente, justo e equilibrado. P3250009

Essa é a entrada principal da Assobecaty, uma ampla área coberta que serve de sala de espera.

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Na entrada da porta de entrada da setor  que abriga o trabalho social, na mesa contém a gravação,  Ministério das Comunicações e  Programa de Inclusão digital. Nela também, estão exposto os  três veiculos de comunicação impressos que são elaborados dentro da  entidade que são eles: Revista Rede Cultura na Rua, Revista Conexão Comunitária e o Jornal Conexão Afro. Além dos 43 blogs, e o pedido de uma concessão de rádio Comunitária, todos,  fazem da Assobecaty  referência de Comunicação no Brasil.

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Essa sala é onde esta as caixas e mesas dos equipamentos para a instalação do telecentro, esta sendo aguardado a antena.

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Na seguência temos a sala de grupo operativo, trabalho em grupoterapia, roda de conversa e reuniões. As terapias é sempre em grupo, porque não dá tempo de fazer nada individualmente. O acompanhamento social, apenas uma vez por semana.

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Esta  sala do Projeto Ponto de Escuta Psicológica, nela acontecem

os atendimentos individuais de pacientes, que estão correndo grande risco ou  muito deprimidos 

A psicologia  se mantém  presente de forma voluntárias, desde o ano de 2007

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Assobecaty, não é diferente das inúmeras entidades que fazem muito, com tão pouco dinheiro, fazem uma ginástica para manter as ações

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O grande desafio tem sido  o trabalho com a juventude

P3250004Esta porta é a  linha divisória entre as ações sociais do espaço sagrado da AssobecatyP3250011

O terreiro tradicional  tem  78 anos de existência e 24 de conotação juridica com trabalho comprovadamente voltado para a comunidade do bairro Jardim Santa Rita- Guaiba. Apesar disso. Assobecaty  não recebe um centavo do poder público municipal, estadual  ou federal. A necessidade de buscar parceria, apoio ou convênio  é a  instalação do telecentro, que é uma questão de dias,  a idéia é que, após a inauguração,  vai resultar no acréscimo de despesas, principalmente com energia elétrica.

Com um recurso tão escasso, o trabalho que depende da boa vontade de doadores eventuais, assim , como o  valioso empenho dos voluntáriados, além dos atores  culturais,  que compõe a Rede Cultura na Rua, fatores que  nem sempre podem ter a dedicação necessária para dar conta dos projetos que são desenvolvidos em prol da comunidade do entorno.

 

segunda-feira, 12 de março de 2012

MÃE DESNECESSÁRIA

 

            DESNECESSÁRIA (repassando, desconheço a autoria)

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.  Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.   Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.  Uma batalha hercúlea, confesso.  Quando começo a esmorecer na luta para controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.

Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.

Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.  A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.  A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.

Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.  Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.  O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres.  Esse é o maior desafio e a principal missão.

Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

"Dê a quem você ama:

- Asas para voar...

- Raízes para voltar...

- Motivos para ficar... " - Dalai Lama