sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA

EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA<br /><br />O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT.<br /><br />As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.<br /><br />Leia a Nota Completa: http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/ <br />Deixe aqui sua opinião!<br />COMPARTILHE

EM NOTA CFP REPUDIA SILAS MALAFAIA
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT.
As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.
Leia a Nota Completa: http://ismaelpsicol.blogspot.com.br/
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Mãe Carmen realiza o Ritual do Passeio

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Da esquerda para a direita, Mãe Fabiana de Ossanha , Mãe Carmen de Oxalá, Yara de Oxum  e denise de Yemanjá, durante a obrigação do passeio do 29 aniversário de Pai Oxalá.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

I Jornada de Capacitação das Conselheiras

CODIM

CONSELHO DOS DIREITOS DA MULHER – GUAÍBA/RS

Rua Serafin Silva, n. 50– Centro – Guaíba – CEP: 92.500-000

             Guaíba, 01 de dezembro de 2012.

I JORNADA DE CAPACITAÇÃO PARA CONSELHEIRAS DO CODIM PRÉ- FÓRUM DE MULHERES

A nova executiva do CODIM - Conselho dos Direitos da Mulher-  Guaíba - RS , recentemente eleita , inicia um processo de capacitação das conselheiras, através da Iª JORNADA DE CAPACITAÇÂO PARA AS CONSELHEIRAS , rumo a organização do pré - fórum.

    “ Temos a imensa satisfação de convidá-la para o evento que deflagra  o inicio de um novo ciclo, para este processo traremos os mais  renomados palestrantes para compartilhar sua experiência com o conselho e seus  convidados". 

A  partir do foco  “Capacitar para gerar mudanças “,  como toda jornada exige motivação, não poderiamos iniciar essa nova fase da executiva eleita de forma mais inspirada com as presenças de :

Epidemologista Dr. Fernando Farraco da CVC

Feminista Ane Cruz - Tema o Papel da Conselheira Mulher

Entrada franca no auditório da Prefeitura Municipal de Guaíba dia 09 de dezembro às 13h30min ás 17 horas.

Atenciosamente

Carmen Lucia Silva de Oliveira

  Presidente Eleita do CODIM

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

27 de Agosto: Dia do Psicólogo

 

Publicado em 27 de agosto de 2012 por Cristiano Pilako

Hoje a legitimidade da profissão de psicólogo está completando 50 anos de atuação no Brasil, uma inserção construída perante muito trabalho para contribuição de uma sociedade mais madura e saudável. Regulamentada em agosto de 1962, o cinquentenário da psicologia registra o fortalecimento da profissão no contexto social, se olharmos alguns anos atrás a psicologia era praticada entre a minoria, ou seja, as classes elitizantes, hoje com o fortalecimento enquanto ciência e prática a psicologia é uma profissão de diferentes fazeres.  O psicólogo atua na empresa, judiciário, hospital, esporte, escola e clínica. Profissão desafiadora, pois estamos constantemente em busca de novos questionamentos, transformando pessoas, com isto, a sociedade.

Cleiton Nascimento

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho dia de sensibilizar a sociedade

Hoje é o  dia 25 de julho dia da Mulher Latino Afro Caribenha, hoje também é dia de sensibilizar a sociedade brasileira para que apoie iniciativas capazes de gerar novos caminhos e mudanças significativas  na vida das mulheres negras.  Dia de atitude.

Acadêmica em Psicologia

Carmen Lucia Silva de Oliveira

quinta-feira, 17 de maio de 2012

CICLO DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES

 

Tema: Juventude e Participação

Professora convidada: Doutora GISLEI DOMINGAS ROMANZINI LAZZAROTTO (Psicologia / UFRGS)

Dia 25/05 - Sexta-feira, às 14h.

Local: MINIAUDITÓRIO (IFCH), Campus do Vale – UFRGS, Porto Alegre

PROMOÇÃO: PET Conexões Ciências Humanas                   PARCERIA: PPG em Sociologia / UFRGS

      Tutora: Profa. Marilis Lemos de Almeida     

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"A psiquiatria tem que ser abolida, assim como a escravidão". Entrevista especial com Thomas Szasz

Segunda, 07 de maio de 2012

"A psiquiatria tem que ser abolida, assim como a escravidão". Entrevista especial com Thomas Szasz

Psiquiatria e Estado precisam ser separados. Além disso, o sujeito deve decidir, ou não, se deve tomar medicamentos psiquiátricos, afirma o professor emérito Universidade do Estado de Nova Iorque.
A “loucura” não é silenciada pela “razão”, rebate Thomas Szasz. “Ela é silenciada por pessoas chamadas de ‘psiquiatras’”. Para o professor emérito da Universidade do Estado de Nova Iorque em Siracusa, “a psiquiatria, intrinsecamente ligada à lei e à execução da lei, não pode ser reformada. Como a escravidão, ela precisa ser abolida”. As declarações foram dadas por Szasz à IHU On-Line na entrevista que concedeu por e-mail. Crítico ferrenho da psiquiatria desde os anos 1950, ele discorda peremptoriamente da legitimidade intelectual-médica dessa área da medicina, assim como da Associação Psiquiátrica Americana e do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês). “Qual é a validade do DSM? É zero, digo eu”. Em seu ponto de vista, a psiquiatria cumpre a função excludente antes ocupada pela religião, e o “controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como mentalmente doentes é análogo ao controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como escravas”. Ele tece duras críticas à luta antimanicomial: “Em vez de enfocar a abolição da ‘escravidão psiquiátrica’, os indivíduos identificados com a ‘luta antimanicomial’ enfocaram – equivocadamente, penso eu – a natureza da doença justificando ostensivamente o uso de força psiquiátrica”.

Defensor da separação entre psiquiatria e Estado, Szasz é conhecido mundialmente por ser adversário da psiquiatria coercitiva. Escreveu livros como O mito da doença mental (Rio De Janeiro: Zahar, 1979), originalmente publicado em 1960, eA fabricação da loucura: um estudo comparativo da Inquisição e do Movimento de Saúde Mental (Rio de Janeiro: Zahar, 1976), cuja primeira edição veio a público em 1970. Nasceu em Budapeste em 1920 e continua em franca atividade intelectual. Para conhecer seus textos e ideias, acessewww.szasz.com.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Desde que escreveu O mito da doença mental, há 51 anos, houve alguma mudança na forma como a psiquiatria trata o “doente mental”? O que permanece o mesmo?

Thomas Szasz – Houve muitas mudanças. A principal mudança é que agora os psiquiatras sustentam, e a maioria das pessoas acredita, que as chamadas doenças mentais são causadas por “desequilíbrios químicos” no cérebro, ou são manifestações deles e que esses desequilíbrios fictícios são tratados com medicamentos.
IHU On-Line – Em que medida o estigma da doença mental continua sendo um rótulo importante para compreendermos a sociedade segregatória e excludente em que vivemos?

Thomas Szasz – Todas as sociedades (grupos) são, por definição, “excludentes” pelo fato de incluírem algumas pessoas e excluírem outras. Anteriormente, as religiões cumpriam essa função social. Hoje em dia, a medicina-psiquiatria a cumpre.
IHU On-Line – Quais são os principais avanços que percebe a partir da luta antimanicomial pelo mundo?

Thomas Szasz – Em minha opinião, a questão principal – ou talvez até a única – referente à luta antimanicomial é o poder de exercer coerção, isto é, a legitimação do uso de força contra pessoas chamadas “loucas”, isto é, “diagnosticadas” como “mentalmente doentes”. Considero o controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como mentalmente doentes análogo ao controle-confinamento forçado-involuntário de pessoas identificadas como escravas. Em vez de enfocar a abolição da “escravidão psiquiátrica”, os indivíduos identificados com a “luta antimanicomial” enfocaram – equivocadamente, penso eu – a natureza da doença justificando ostensivamente o uso de força psiquiátrica. Creio que o controle psiquiátrico à força de indivíduos inocentes é sempre moralmente errado.

IHU On-Line – No Brasil, há uma grande influência de Franco Basaglia na reforma psiquiátrica. Hoje, a desinstitucionalização da loucura tem no agente comunitário e nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPs elementos importantes de uma nova prática da saúde mental. Qual é a situação nos EUA no que diz respeito à luta antimanicomial?

Thomas Szasz – A situação é semelhante. Basaglia adorava a associação entre a política (o Estado) e a psiquiatria (coerção médica). Ele queria ser – e a certa altura foi – uma espécie de comissário psiquiátrico – do tipo benevolente, bondoso, é claro. Discordo radicalmente das concepções e políticas dele. Creio que a psiquiatria, intrinsecamente ligada à lei e à execução da lei, não pode ser reformada. Como a escravidão, ela precisa ser abolida, e não reformada.
IHU On-Line – Os doentes mentais continuam sendo os grandes bodes expiatórios da sociedade? Que outros párias estão ao seu lado em nossos dias?

Thomas Szasz – Sim e não. Eles geralmente são vistos como “doentes” e necessitados de “cuidados médicos”, quer gostem, quer não.
IHU On-Line – “Se você fala com Deus, você está rezando. Se Deus falar com você, você é esquizofrênico”. Em que medida essa ideia continua atual num mundo que insiste em diagnosticar e medicalizar o sujeito em suas mínimas “dissidências”?

Thomas Szasz – A confusão dos sentidos literal e metafórico das palavras – especialmente de termos como “doença”, “tratamento”, “cura”, etc. (e deus, diabo, inferno...) – é essencialmente a mesma que havia nas décadas de 1950 e 1960.
IHU On-Line – Em que sentido a doença mental continua sendo uma metáfora?

Thomas Szasz – Oficialmente – do ponto de vista jurídico, médico – ela é literal. Eu sustento que é metafórica. Os chamados antipsiquiatras – Laing, Foucault, Basaglia – a tratam como literal e “tratavam” o “paciente” com drogas, por exemplo, com LSD. Isso é ilustrado pelo apoio que deram à hospitalização involuntária em instituições de saúde mental bem como pela defesa do réu mediante alegação de insanidade, práticas às quais me oponho.
IHU On-Line – O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais aumenta com frequência a catalogação de doenças apontadas como mentais. Qual é a sua validade?

Thomas Szasz – Qual é a validade do DSM? É zero, digo eu. Qual é a legitimidade intelectual-médica da psiquiatria – da Associação Psiquiátrica Americana e de outras? É zero, digo eu.
IHU On-Line -“Em que sentido a psiquiatria é um braço coercitivo do aparato de Estado?”

Thomas Szasz – Num sentido literal, obviamente. Milhões de pessoas são, e foram, presas em prédios dos quais não podem sair. “Por que os tratamentos médicos dessa especialidade são, em última instância, controle político?” Eles não o são sempre. Milhões de pessoas acreditam que têm doenças mentais e ingerem medicamentos psiquiátricos voluntariamente. Elas são, e deveriam ser, livres para fazer isso. Vejo esse fenômeno como semelhante à crença de milhões de pessoas de que houve um judeu que viveu na Palestina da época bíblica e que foi crucificado e se tornou deus. As pessoas são, e deveriam ser, livres para “ingerir” os sacramentos. Chamamos isso de “liberdade religiosa”. Eu defendo a “liberdade psiquiátrica”. Só me oponho à tirania psiquiátrica, assim como só me oponho à tirania religiosa. É por isso que tenho defendido a separação entre a psiquiatria e o Estado.
IHU On-Line – Nietzsche e Foucault compreendiam a loucura como experiência originária, silenciada pela razão e seu “monólogo”. Qual é o seu ponto de vista?

Thomas Szasz – Eu rejeito esse tipo de retórica. A “loucura” não é silenciada pela “razão”. Ela é silenciada por pessoas chamadas de “psiquiatras”.

IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algum outro aspecto não questionado?

Thomas Szasz – Sinto-me contente e satisfeito por ter tido a oportunidade de expressar profissional e politicamente opiniões não convencionais e ter atraído certo grau de interesse e concordância com elas. Atribuo isso em grande parte à relativa abertura e tolerância da sociedade americana apoiada por uma tradição jurídica anglo-americana que valoriza a liberdade pessoal e a responsabilidade individual.

Por Márcia Junges